A ideia de deus não é mais do que uma ideia que vem passando culturalmente de geração em geração. Para mim argumentos que tentam justificar a existência de deus de uma forma genética não têm fundamento.
Pergunto muitas vezes a crentes se eles acreditam por acreditar ou se temem uma represália social e cultural por não acreditarem. Parece que temem mais um pai ou uma mãe zangados do que um ser omnipotente mas que nunca lhes "chegou a roupa ao pelo".
Mas permitam-me argumentar um pouco racionalmente sobre este assunto. Porque não acredito em deus? Não consigo responder a este facto apenas posso referir dois factores que foram determinantes para a minha escolha: sou um empirista, nada pode estar na mente sem que antes esteja nos sentidos. Ora o racionalismo é perigoso para a humanidade para aqueles que, para fins maquiavélicos usam estas ideias de forma irracionais para demonstrar a supremacia de "raças".
O segundo factor foi por certo a questão dos valores religiosos que, inicialmente podem ser óptimas para a formação pessoal, mas que a longo prazo tornam as pessoas fanáticas e até loucas. Sim o fanatismo é uma forma de loucura mas que está na natureza Humana. Brecht dizia que queria ser mau, pois o bom era pior do que ele próprio. O bom convive com a maldade, enquanto Brecht luta contra a maldade. Esta luta contra o fanatismo deve ser uma das principais questões a guiar as escolhas éticas da Humanidade. O maior e mais sábio filósofo de sempre, o autor de Ecce Homo, propõe que apesar de não ser um lobisomem da moral uma transmutação dos valores. Daí que eu não seja um pessimista na questão da existência bem pelo contrário.
Para mim a nossa vida numa sociedade onde existe o vazio dos valores morais é óptimo para a transmutação para uma sociedade melhor, mais fraterna, solidária e sobretudo capaz de reconhecer os males morais e corrigi-los e recusar-se a viver com eles, não viver com eles ou escondê-los de forma alienada.
terça-feira, 5 de junho de 2007
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